A IMPORTÂNCIA DO JOGO
Nas sociedades de mudanças aceleradas em que vivemos, somos sempre levados a adquirir competências novas, pois é o individuo a unidade básica de mudança. A utilização de brincadeiras e jogos no processo pedagógico faz despertar o gosto pela vida e leva as crianças a enfrentarem os desafios que lhe surgirem e participar na construção de um mundo melhor.
A prática da ludicidade no ensino provoca o aluno em todas as suas habilidades, é uma alternativa que traz grandes benefícios ao desenvolvimento do ser humano em formação. O lúdico proporciona ao aluno uma nova amaneira de se desenvolver. Quando se fala em brincar não é simplesmente brincar, existem regras, objetivos educacionais, situações que podem ser exploradas. Os jogos em sala de aula bem conduzidos provocam o interesse pela disciplina e pelo conteúdo. Num simples jogo o aluno terá que estudar melhor a estratégia de jogo e vencer usando o raciocínio, a lógica, a forma de relacionamento entre os participantes e a cooperação. Como conseqüência far-se-á fundamental o cuidado para que a atividade não seja somente competição, mas também cooperação.
Para que um professor introduza jogos no dia-a-dia de sua classe ou planeje atividades lúdicas, é preciso que ele estimule a participação de todos, tornando aquele momento importante e significativo, e que principalmente acredite que brincar é essencial na aquisição de conhecimentos, no desenvolvimento da sociabilidade e na construção da identidade, pois o jogo não é apenas um “passatempo”, para distrair os alunos, ao contrário, corresponde a uma profunda exigência do organismo e ocupa lugar de extraordinária importância na educação escolar.
Segundo Piaget (1967) citado por, “o jogo não pode ser visto apenas como divertimentos ou brincadeira para desgastar energia, pois ele favorece o desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo, e moral”. Através dele se processa a construção de conhecimentos, principalmente nos períodos sensório-motor e pré-operatório. Agindo sobre os objetos, as crianças, desde pequenas, estruturam seu espaço e seu tempo, desenvolvendo a noção de casualidade, chegando a representação e, finalmente a lógica. As crianças ficam mais motivadas para usar a inteligência, pois querem jogar bem, esforçam-se para superar obstáculos tanto cognitivos como emocionais.
O jogo sendo bem administrado pelo professor não traz pontos negativos, apenas positivos, pois o jogo nas suas diversas formas, auxilia no processo ensino-aprendizagem, tanto no desenvolvimento de habilidades do pensamento, como a imaginação, a interpretação, a tomada de decisão, a criatividade, o levantamento de hipóteses, a obtenção e organização de dados e a aplicação dos fatos e dos princípios, a novas situações que por sua vez, acontecem quando jogamos, quando obedecemos a regras e também quando vivenciamos conflitos numa competição.
Cabe ao professor a intencionalidade de mostrar que estudar também é divertido. Através do lúdico, do processo criativo a sala de aula pode transformar-se em um espaço que desperta interesse, sendo assim o professor precisa passar por uma transformação em relação a sua postura diante da classe. Ele não é o único detentor o saber, mas o mediador entre o conhecimento acumulado e o interesse do aluno. Daí a importância da presença do lúdico, do jogo no processo ensino/aprendizagem.
É importante salientar aos professores que concebam o lúdico como uma característica que transcende a infância e que funciona como base para o desenvolvimento e aprendizagem humana. Vale salientar também que a sala de aula necessita de momentos de calma, de silêncio para desenvolver determinadas tarefas. Mas, se o silencio se prolongar por um longo período durante a jornada diária, pode revelar aí a presença de um desejo por parte do professor em tornar os seus alunos em seres passivos que apenas escutam.
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